Neste capítulo caridade, ou noutras versões amor, é a tradução de uma palavra grega que significa profunda afeição ou benevolência: é a mesma palavra usada em 1 João 4:6 com respeito a Deus, e neste capítulo temos uma descrição do que ela representa.
A caridade é uma virtude essencial para o cristão. Sem ela, mesmo que ele falasse em toda espécie de línguas, só faria barulho; ainda que ele pudesse profetizar, tivesse todo o conhecimento, e mesmo toda a fé, nada seria, e até se ele desse seus haveres para os pobres e seu corpo para ser queimado, nada disso lhe aproveitaria.
A caridade é: paciente, benigna.
A caridade não é: invejosa, presunçosa, vaidosa, malcriada, egoísta, irritável, desconfiada.
A caridade não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Comparada com outros dons espirituais, a caridade nunca falha, enquanto que:
Se houver profecias, elas desaparecerão.
Se houver variedade de línguas, elas cessarão.
Se houver ciência, ela passará.
Tratam-se de dons espirituais, concedidos pelo Espírito Santo no início da igreja para evangelização, instrução dos novos convertidos e edificação dos crentes. São apenas parciais, provisórios, e desaparecerão quando chegar o que é perfeito (que significa completo).
No começo as revelações de Deus são vislumbradas de maneira imperfeita (como a reflexão num espelho de dois mil anos atrás) mas mais tarde claramente (frente a frente) quando a revelação estiver completa. Alguns pensam que isto só se cumprirá na volta do Senhor Jesus, mas a interpretação que mais parece se ajustar ao contexto é que a perfeição e a revelação completa se referem à maturidade da igreja e à revelação completa do Espírito Santo encontrada no Novo Testamento, que não admite alteração (João 16:13, Apocalipse 22:18,19).
Isto também explica o desaparecimento daqueles dons no primeiro século da cristandade, diretamente ligadas às revelações de Deus..
Das três grandes virtudes cristãs, fé, esperança e caridade, a caridade é a maior.
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.
4 A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece,
5 não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.
1a. Coríntios capítulo 13