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O ministério do Evangelho

Capítulo 4

Introdução. Neste capítulo temos sete descrições do Evangelho do qual Paulo era pregador. Ei-las:

  • A palavra de Deus - v.2.

  • A verdade - v.2.

  • O nosso Evangelho (isto é, anunciado pelos apóstolos) - v.3.

  • A glória de Cristo - v. 4.

  • Cristo Jesus como Senhor - v.5.

  • A glória de Deus na face de Cristo - v.6.

  • Um tesouro - v.7

VERSÍCULOS 1 e 2

A sinceridade de Paulo. Paulo nem adulterou nem modificou a mensagem de Deus, o Evangelho cristão, para ganhar aderentes. Os falsos pregadores faziam isto, porém ele se esforçava para mostrar na sua vida a verdade que ele anunciava.

VERSÍCULOS 3 e 4

A obra de Satanás. O "deus deste mundo" fecha contra o Evangelho as mentes dos que não querem a luz do Evangelho; não querem entender, então o Diabo lhes impossibilita a compreensão da mensagem da graça divina.

VERSÍCULOS 5 e 6

O senhorio de Cristo. Paulo e os outros apóstolos não se ofereciam a sim mesmos como salvadores; somente o verdadeiro Senhor - Jesus Cristo - recebido como realmente o Senhor da vida em todas as coisas pode salvar-nos e nos manter em constante contato com Deus. Veja a palavra de Pedro em Atos 10:36 - "Jesus Cristo, o Senhor de todos" - e a de Paulo em Romanos 10:9 - "se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor ... Serás salvo".

A glória de Deus em Cristo foi vista literalmente pelos três apóstolos no Mote da Transfiguração (Mateus 17:2; Lucas 9:29); ela se vê na luz da nova criação, para que os crentes reconheçam a Cristo como a perfeita representação de Deus.

VERSÍCULOS 7 a 12

Vasos de barro. Esta maravilhosa menção da glória de Deus em Cristo - a mensagem do Evangelho - estava sendo anunciada, não por anjos ou por espíritos de pessoas que já tinham morrido, mas por homens ainda no corpo - fracos, atribulados, perseguidos, abatidos (mas nunca vencidos) - e tudo por serem do Senhor Jesus, para que a vida nova (o "Tesouro" do v.7) se mostrasse em pessoas mortais (e não somente depois da morte).
Por isso, os apóstolos sofreram, mas os convertidos cresceram na nova vida.

VERSÍCULOS 13 a 18

A fé para a pregação. Os apóstolos pregavam o que eles mesmos criam. Sabiam que Deus, que ressuscitou ao Senhor Jesus, ressuscitaria também os apóstolos e convertidos. A grande graça de Deus ganhou a gratidão de muitos para a Sua glória (13-15). Então não desanimaram; o corpo morreria, mas o espírito vai sendo renovado cada dia e os sofrimentos por amor ao Evangelho (leves e momentâneos!) Produzem para os pregadores uma glória incomparável, pois as coisas visíveis desta vida não são a nossa principal ocupação e, sim, as invisíveis, que pertencem à eternidade (18).

 

Richard Dawson Jones (1895 - 1987)

 

1 Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;
2 antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
3 Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto,
4 nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
5 Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus.
6 Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
7 Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
8 Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;
9 perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
10 trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos.
11 E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal.
12 De maneira que em nós opera a morte, mas em vós, a vida.
13 E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri; por isso, falei. Nós cremos também; por isso, também falamos,
14 sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus e nos apresentará convosco.
15 Porque tudo isso é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, torne abundante a ação de graças, para glória de Deus.
16 Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente,
18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

2a. Coríntios capítulo 4

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